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Sobrevivência do radioamadorismo PDF Imprimir E-mail
Escrito por Administradores   
Dom, 06 de Outubro de 2013 22:54

 

O radioamadorismo é um hobby praticado em quase todos os países do mundo por pessoas habilitadas e licenciadas por autoridades, para a intercomunicação e estudos técnicos sem fins lucrativos.Em Petrópolis, a prática teve início no final da década de 60,quando foi criada a Associações de Radioamadores de Petrópolis (ARP). Atualmente existem cerca de 40 praticantes na cidade,mas no momento a associação se encontra sem sede e sem local para guardar todo o acervo e história dos praticantes.

Enquanto isso, o presidente da associação, George Juarez Nassif, com 80 anos, abriga todas estas lembranças em um espaço em sua casa. Ele garante que os radioamadores ainda são úteis na sociedade.

- Comecei a praticar logo no início, quando na década de 60 fiz um curso de rádio técnico operador. Na época já tinha dois amigos que eram radioamadores e já haviam feito o curso. Eles me apresentaram e quando tomei gosto, não parei mais – disse.

Num país de dimensões continentais como o Brasil, a necessidade de sistemas de comunicação instantânea não convencional é de extrema importância. Por este motivo foi criada uma rede de radioamadores. Para prevenir e procurar auxiliar os órgãos oficiais de salvamento, resgate e prevenção à calamidades.Em Petrópolis,duas ocasiões foram marcadas por grande atuação da ARP.

- A pior das tragédias foi no ano de 1988,quando houve deslizamentos na Rua Casemiro de Abreu.Como não havia grandes redes de transmissão para o local, fique posicionado onde é a sede do Centro de Cultura, onde consegui fazer contato com a região.Na época foram 200 mortos e centenas de feridos.Um dos membros e amigo que conheci no Radioamador,o Brigadeiro Pauleto, disponibilizou o hospital da Ilha do Governador,que era da aeronautica – informou.

- Outro fato bastante importante, foi a tragédia do Cuibá em 2011.A comunicação também era muito complicada com a região.Deslocamos uma rádio repetidora do Morin,para o Cuiabá.Por meio disso foi possível realizar operações e ajudar aos desabrigados – garantiu.

Mas,apesar das atuações e utilidade das associações espalhadas pelo país, as novas tecnologias vêm fazendo com que cada vez mais, a prática venha se estinguindo no país.No auge do radioamadorismo,a entidade contou com certa de 100 membros e o Brasil chegou a posto de segundo país com o maior número de radioamadores.

-Nossa sede e museu funcionou durante 25 no campus de engenharia,de uma universidade da de Petrópolis.Na época, o bispo nos disponibilisou o espaço, onde era guardado todo o nosso acervo e realizavamos reuniões todas as terças-feiras.Em seguida conseguimos outro local, mas não foi muito adiante,pois era úmido e chegamos a perder muitas coisas.Por último, trouxe este acervo para a minha casa onde ele se encotra atualmente – informou.

Dados históricos no acervo

Em meio a muitas histórias contadas por Juarez,como gosta de ser chamado,o presidente da associação afirma que todas as 300 peças que se encontram e sua residência, encontram-se muitas peças importantes para a constituição da história da cidade e até mesmo do país.Juarez ainda conta que a ARP promoveu diversos prêmios em torneiros entre os praticantes.

- Temos várias coisas importantes,entre elas a primeira lampâda de iluminação pública de Petrópolis.Na época que ganhei o objeto, o pai de um amigo era diretor do Banco Costrutor do Brasil,ele cedeu a peça por saber de nossa atuações e história.Outro item importante é a primeira vaúvula do primeiro telégrafo do Brasil,que foi instalado na Praça 15 no Rio de Janeiro – afirmou.

A ARP ainda ofereceu vários prêmios em homenagem aos praticantes e vencedores de torneios promovidos pela associação.Entre eles está o D.Pedro II, que Juarez considera o mais importante.

- O Prêmio D.Pedro II foi o mais importante, pois chegou a nível intenacional.Na época participavam 33 países de lígua portuguesa e várias categorias com critérios diferentes foram criadas.Participei de um tornerio pelo Exercito que venci por 24 vezes consecutivas – disse.

Assim como outros hobbies, o radioamadorismo possui legislação nacional e internacional que regulamenta as condições de uso e as frequências de rádio destinadas à atividade, e que obrigatoriamente deve ser seguida pelos seus praticantes.Juarez concluiu dizendo que é uma prática que estreita lações e cria grandes amizades.

- É minha sobremesa.O lema do radioamador é :”Não serve para viver,quem não vive para servir”.Além de ter grande utilidade na sociedade, diminui as distâncias e cria lações.Tenho e fiz muitos por conta disso – concluiu.

 

Última atualização em Dom, 06 de Outubro de 2013 23:00